Jornal O São Paulo
Há 50 anos, Dom Paulo Evaristo Arns, então Arcebispo Metropolitano de São Paulo, enviava dois missionários do movimento Comunhão e Libertação (CL), iniciado pelo sacerdote italiano Luigi Giussani (1922-2005), para recomeçarem a Pastoral Universitária na Arquidiocese de São Paulo: o Padre João Carlos Petrini, hoje Bispo Emérito de Camaçari (BA), que já trabalhava com as Comunidades Eclesiais de Base na periferia da cidade, e o até então leigo Vando Valentini, que seria ordenado sacerdote em 1983. “Desde o seu início, em fevereiro de 1976, Dom Paulo acompanhava de perto o desenvolvimento dessa experiência e sempre enfatizava a necessidade de uma proximidade com o povo, o que se realizava com a ‘Semana da Periferia’, quando os universitários deixavam as suas atividades para morar na periferia junto a uma Comunidade Eclesial de Base (CEBs)”, recordou, ao O SÃO PAULO, Olívio Pereira, um dos pioneiros de Comunhão e Libertação na cidade. Era o início dos trabalhos das Comunidades Universitárias de Base (CUBs), que rapidamente cativaram dezenas de universitários. Na tarde do domingo, 22, uma missa em ação de graças pelos 50 anos da presença de Comunhão e Libertação em São Paulo foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na Paróquia Santo Agostinho, na Aclimação, Região Sé, na qual também foram recordados o 44º aniversário do reconhecimento pontifício desta Fraternidade e os 21 anos do falecimento de Dom Giussani, como era mais conhecido o fundador da CL. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO