“Mesmo uma só destas crianças”. O tema da mensagem do Papa Leão XIV para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado esteve em destaque no domingo, 27, na Paróquia Nossa Senhora da Paz, na capital paulista.
Cartazes erguidos por crianças com dizeres como “não sou invisível”, “brincar” e “família unida” expressavam a urgência de olhar para a infância e a juventude em meio aos fluxos migratórios.
Antes da missa, os participantes se reuniram nas escadarias da Catedral da Sé, por volta das 9h. Rostos, histórias e passos vindos de diferentes partes do mundo deram as mãos e caminharam em referência à data. Sob forte calor, o cortejo seguiu rumo à Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Glicério, espaço histórico de acolhida.
A mobilização uniu forças de uma ampla rede solidária, incluindo a Rede Clamor, Arsenal da Esperança, a Caritas Arquidiocesana de São Paulo, Casa do Migrante, Missão Paz, Irmãs Scalabrinianas, Casa de Assis, Serviço Pastoral do Migrante, Sefras - Ação Social Franciscana, entre outros. Juntos, compuseram um mapa vivo de nações em um só trajeto.
A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por padres e missionários, com leituras proclamadas em francês, espanhol e inglês.
“As crianças são as maiores vítimas da migração forçada e do refúgio. Agradeço às organizações que as acolhem e as ajudam a recomeçar”, destacou o Arcebispo de São Paulo. “A Igreja é casa de todos os migrantes, mas é preciso também exigir do Estado leis e proteção contra a exploração e a injustiça”, complementou.
Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO